Equipada com alta tecnologia, a unidade avançada de fisioterapia quer provar que há uma ciência aplicada ao movimento. A alta tecnologia (a chamada high tech) é um recurso que permite novas abordagens. Revelamos o equipamento que se junta à equipa e explicamos o que cada um pode proporcionar.
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A assistência robótica, o R-Gait
As práticas repetitivas e intensas utilizadas em uma qualquer abordagem de reabilitação contam com a ajuda de um dispositivo robótico inovador. O equipamento utiliza ortóteses de marcha motorizadas, que são fixadas às pernas da pessoa, que fica com o peso corporal suspenso. As pernas irão mover-se seguindo um padrão pré-programado, sendo possível treinar um número muito superior de passos. O R-Gait foi desenvolvido para a reabilitação da marcha e por isso simula um padrão de marcha natural, combinando ainda a análise precisa do movimento e o treino assistido, com monitorização contínua e biofeedback em tempo real. Este sistema avançado está indicado para a recuperação funcional com precisão, num ambiente seguro e eficaz em pessoas com défices ortopédicos, geriátricos e neurológicos, tais como acidente vascular cerebral (AVC), traumatismo crânio encefálico (TCE), esclerose múltipla, paralisia cerebral infantil e doença de Parkinson.
A assistência robótica permite fazer uma análise tridimensional da marcha, pela captação detalhada dos padrões de movimento em tempo real, com identificação de assimetrias e desvios; oferecendo ainda um feedback visual imediato. A pessoa recebe – no imediato – as correções que importa fazer, promovendo assim a consciência corporal, facilitando a reaprendizagem motora, ao mesmo tempo que permite modular os parâmetros da marcha pelo ajuste de velocidade, cadência, comprimento do passo e outras variáveis conforme a evolução de cada pessoa e por isso o tratamento é sempre personalizado.
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Da NASA para o ginásio de fisioterapia, o R-Force
Desenvolvida pela NASA para treinar astronautas, a R-Force depressa entrou nos programas avançados de fisioterapia, pela capacidade de reduzir carga e impacto.
Esta é uma passadeira que recorre a um ambiente de baixa gravidade e foi desenhada para facilitar a reabilitação motora com o máximo de conforto, segurança e eficiência. Utiliza tecnologia de descompressão corporal (anti gravidade) para permitir o treino controlado de marcha ou corrida, com uma redução do peso corporal até 100%, promovendo uma recuperação mais rápida e segura após lesão ou cirurgia. Mais uma vez, recorre-se ao biofeedback visual, através de uma câmara integrada, que fornece projeção visual da marcha em termo real, possibilitando fazer as correções.
A passadeira tem uma ampla gama de aplicações clínicas. É ideal na reabilitação pós-cirúrgica, onde a descarga do peso corporal facilita a recuperação após lesão, cirurgia ou substituição articular do membro inferior. Na população mais idosa, permite a realização de exercício físico de forma segura e adaptada, com foco na manutenção da mobilidade e na prevenção de quedas. Também é indicada para pessoas com problemas neurológicos, permitindo o treino da marcha, a reeducação neuromuscular e a recuperação do padrão locomotor. Em situações de dor ou limitação funcional o exercício torna-se mais tolerável, reduzindo o impacto nas articulações. Além disso é uma passadeira adequada para o condicionamento físico e reforço muscular, sendo utilizado tanto em contextos de treino aeróbico e desportivo como em programas de recuperação funcional.
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R- Touch, a luva robótica
Foi concebida para potenciar alterações neuroplásticas e por isso permite executar até 500 repetições em apenas uma única sessão terapêutica. A R-Touch – disponível no CCCI – recorre a um ambiente gamificado, incentivando assim os participantes a continuar a dar o seu melhor, com uma imediata motivação de recompensa e neurofeedback.
Através de uma aprendizagem interativa, a luva robótica induz movimentos fisiológicos e permite recorrer a diferentes tipos de pinças, desde a fase inicial de recuperação. A R-Touch tem a capacidade de reconhecer o movimento da mão saudável e de ajudar a reproduzir esse mesmo movimento na mão que precisa de ser reabilitada.
Este é um sistema robótico orientado para a reabilitação de pessoas que sofreram AVC, lesões na medula espinhal ou paralisia cerebral. O equipamento permite diferentes modos de terapia, desde o treino assistido ativo, terapia de espelho ou mobilização. Recorrendo a exercícios interativos e em ambiente gamificado, a luva robótica permite adaptar o tratamento às necessidades individuais. Simultaneamente, é possível armazenar todos os dados registados nas várias sessões, permitindo o acesso a relatórios.
Emsella para o tratamento da incontinência
É um equipamento indicado para o tratamento não invasivo da incontinência urinária, ao mesmo tempo que permite um fortalecimento dos músculos do pavimento pélvico. Através de tecnologia de estimulação eletromagnética de alta intensidade (HIFEM), a cadeira Emsella promove contrações musculares profundas, inacessíveis com exercício voluntário, contribuindo significativamente para a melhoria da função pélvica.
A cadeira Emsella está indicada para o tratamento de doenças/problemas do aparelho geniturinário, como a incontinência urinária, em pessoas do sexo masculino e feminino. Também pode ser indicada para a reabilitação pélvica pós-parto ou no pós-operatório urológico ou ginecológico, bem como em casos de fraqueza muscular pélvica associada ao envelhecimento e disfunções sexuais.
Campos eletromagnéticos, o Super Inductive System (SIS)
É uma tecnologia baseada num campo eletromagnético de alta intensidade, vocacionada para o tratamento de doenças agudas e crónicas dos sistemas neuromuscular, esquelético e articular, de forma não invasiva. Este equipamento está indicado para controlo da dor, estimulação muscular, tratamento de hipertonia e espasmos de etiologia músculo-esquelética e neurológica, cicatrização de fraturas e mobilização articular.
Regeneração tecidular, o TECAR
É um equipamento que utiliza uma corrente de radiofrequência (tecarterapia) para promover a regeneração tecidular, redução da dor e aceleração da recuperação funcional, de forma não invasiva. A capacidade de gerar calor nos tecidos profundos, faz com que a vascularização local aumente, estimulando o metabolismo celular e, consequentemente, a regeneração de tecidos, que resulta em efeitos como alívio de dor, mio relaxamento, aumento da circulação sanguínea local e redução de edema. Pode ser usado no tratamento de condições agudas e crónicas do sistema músculo-esquelético, como lesões musculares e distúrbios degenerativos articulares.
Drenagem linfática mecânica, o Lymphastim
É um dispositivo terapêutico, não invasivo, que utiliza o princípio da compressão pneumática intermitente (pressoterapia) para melhorar a circulação linfática e sanguínea, acelerando a recuperação física, com uma sensação de leveza e bem-estar associada. Tem indicação no tratamento de perturbações na circulação sanguínea e linfática periférica como linfedema, inchaço pós-traumático e pós-cirúrgico, síndrome de pernas pesadas e na recuperação desportiva.
Eletroterapia e ondas de choque
Equipamentos avançados que utilizam correntes elétricas, que penetram nos tecidos humanos, com fins terapêuticos. A Eletroterapia é utilizada no tratamento da dor aguda e crónica, disfunções neuromusculares, redução de edema agudo e crónico, melhoria da circulação sanguínea periférica, reparação tecidular e melhorias na mobilidade. As ondas de choque utilizam a energia mecânica das ondas, penetrando profundamente nos tecidos. O seu uso é destinado principalmente a músculos e tecido conjuntivo (ligamentos, tendões e fáscia), relaxando e aumentando o fluxo sanguíneo local e reduzindo o edema, promovendo uma aceleração do processo de cicatrização.
A Unidade Avançada de Fisioterapia do CCCI está aberta para servir o público em geral, não tem acordos com nenhuma entidade e/ou seguro de saúde, tem entrada junto à rotunda do CCC, com acesso lateral e funciona de segunda a sexta-feira. As marcações devem ser feitas para 239802710 ou por email fisioterapia@ccci.pt
Saiba mais em: https://ccci.pt/fisioterapia-passa-a-ter-a-marca-centro-cirurgico/









