• Início
  • Sobre
  • O Atlas
  • Dicionário
  • Vídeos
  • Inovação
  • Blogue
  • Contactos
  • Português
    • Inglês
    • Francês
    • Espanhol
  • Início
  • Sobre
  • Atlas
    • Dicionário
  • Vídeos
  • Inovação
  • Blogue
  • Contactos
  • Português
    • Inglês
    • Francês
    • Espanhol
RETINOPATIA DIABÉTICA

RETINOPATIA DIABÉTICA PROLIFERATIVA TIPO I

A diabetes é uma epidemia mundial. Nas últimas décadas tem progredido de uma doença que afeta principalmente as pessoas nos países desenvolvidos, a um fenómeno global. Hoje a retinopatia diabética é a maior causa de cegueira em doentes adultos.

O olho é um dos alvos desta doença multissistémica. A retinopatia diabética não é mais do que o compromisso da microcirculação. A exposição à hiperglicémia determina um número de alterações bioquímicas e consequentemente histológicas. Inicialmente, a perda seletiva de pericitos, espessamento da membrana basal, bem como um diverso número de alterações hematológicas, geram oclusão capilar, formação de microaneurismas, dilatação e estreitamento das veias da retina e isquemia retiniana.

Um compromisso da função da barreira endotelial origina um derrame vascular, causando edema retiniano e formação de exsudatos duros. Áreas de isquemia retiniana geram fatores vasoproliferativos (principalmente fator de crescimento do endotélio vascular-VEGF) que pode estimular o crescimento de neovasos.

De acordo com as características do fundo ocular, a retinopatia diabética pode ser classificada em não-proliferativa e proliferativa, baseada na presença de neovascularização. A escala de classificação geralmente usada é a International Clinical Diabetic Retinopathy Disease Severity Scale:

Sem retinopatia aparente: sem alterações

  • Retinopatia Diabética não-proliferativa ligeira (RDPN): só microaneurismas
  • Moderada (RDPN): mais do que microaneurismas
  • Grave RDNP:

Uma das seguintes condições:

  • Mais do que 20 hemorragias intrarretinianas em cada um dos 4 quadrantes
  • Estreitamento venoso definitivo em 2 ou mais quadrantes
  • Anomalias microvasculares intrarretinianas proeminentes (IRMA) em pelo menos 1 quadrante

Sem sinais de retinopatia proliferativa

  • Retinopatia Diabética Proliferativa:

Uma ou mais das seguintes condições:

  • Neovascularização
  • Hemorragia vítrea/Pré-retiniana

Os vasos na retinopatia diabética proliferativa são primeiro intrarretinianos com mínima fibrose. Após esta primeira fase, atravessam a membrana limitante interna (MLI), migram para o corpo vítreo, usando-o como substrato para o crescimento. Estes vasos são acompanhados por alterações fibróticas, formando membranas pré-retinianas, geralmente ao longo das arcadas vasculares. O estadio final é caracterizado por uma involução do componente vascular e contração das membranas fibróticas. Durante este ciclo podem surgir várias complicações:

  • Ligeiros neovasos no disco ótico (NVD) quando associados com hemorragia vítrea
  • Moderada a grave NVD (1/4 a 1/3 da área do disco ótico), com ou sem hemorragia do vítreo
  • Moderada neovascularização noutro local (NVE) (1/2 da área do disco ótico), com hemorragia do vítreo

No tratamento devem ser incluídos os doentes que têm um alto risco de grave perda visual.

O tratamento médico tem um papel primordial na RDP. O controlo da glicémia (a hemoglobina glicada – HbA1c – deve situar-se entre 5,5-6,5% segundo a Academia Americana de Endocrinologia) e o controlo da pressão arterial são fundamentais para um bom resultado.

A fotocoagulação é utilizada nos doentes com grave retinopatia diabética não-proliferativa e proliferativa. Ajuda a destruir as áreas isquémicas da retina e reduz a produção dos fatores vasoproliferativos. O laser de dispersão não deve ser aplicado em áreas de tração vitreorretiniana e membranas fibrovasculares proeminentes, desde que se possa determinar a sua contração e subsequente descolamento da retina.

A hemorragia do vítreo é frequente nos doentes diabéticos e geralmente anuncia o diagnóstico de RDP. O sangue na cavidade vítrea e os seus produtos de degradação, tais como a hemossiderina, são tóxicos para a retina. Deve ser feito um balanço entre uma atitude conservadora, observando o doente regularmente, e a intervenção cirúrgica com vitrectomia via pars plana. O Diabetic Retinopathy Vitrectomy Study (DRVS), publicado em 1985, mostrou os benefícios da cirurgia precoce (1-6 meses), em relação à cirurgia tardia ( > 1 ano), na diabetes tipo 1. Este benefício não foi encontrado para a diabetes tipo 2. Dados os avanços na cirurgia vítreorretiniana nas últimas décadas, parece-nos recomendável uma intervenção precoce, mais urgente nos doentes com diabetes tipo 1, em doentes que não foram submetidos a fotocoagulação laser, doentes com uma séria retinopatia diabética no olho contralateral e doentes não propensos a cumprir um regime com um seguimento regular.

Durante a cirurgia, após a vitrectomia, deve ser executada uma fotocoagulação panretiniana completa com endolaser até à ora serrata. A hemorragia retro-hialoideia exige uma imediata intervenção cirúrgica. A vitrectomia via pars plana, com indução do descolamento posterior do vítreo, e a depuração do sangue evita a fibrose e um mau prognóstico visual.

As indicações para a vitrectomia via pars plana incluem:

  • Densa hemorragia vítrea
  • Descolamento tracional da retina envolvendo a mácula
  • Descolamento tracional e regmatogénio da retina
  • Edema macular difuso associado a uma hialoideia posterior tensa
  • Hemorragia vítrea recorrente significativa, apesar da fotocoagulação panretiniana

Casos Clínicos

Caso Clínico 1

  • o01-ti02-23032-20080408-001
  • o02-ti02-23032-20110427-001

12

114

2

Caso Clínico 2

  • o01-ti02-110699-19880101-001
  • o06-ti02-110699-20100331-001

5

27

0

Caso Clínico 3

  • o25-ti02-2144284-20110621-001
  • o06-ti02-2144284-20120124-001

12

189

0

Caso Clínico 4

  • o04-ti02-2134694-20100429-002
  • o38-ti02-2134694-20100705-002

7

99

1

Caso Clínico 5

  • o04-ti02-2150613-20110708-001
  • o01-ti02-2150613-20111012-999

8

73

0

Caso Clínico 6

  • o04-ti02-2153514-20111104-999
  • o02-ti02-2153514-20111125-994

5

74

1

Caso Clínico 7

  • o03-ti02-2143334-20110121-005
  • o05-ti02-2143334-20111229-002

9

119

1

Caso Clínico 8

  • o03-ti02-4024-20120307-999
  • o09-ti02-4024-20120316-998

12

143

0

Caso Clínico 9

  • o03-ti02-2148807-20120515-999
  • o02-ti02-2148807-20181203-002

13

163

0

Caso Clínico 10

  • o21-ti07-2175366-20130709-029
  • o01-ti02-2175366-20130711-003

3

40

0

Caso Clínico 11

  • 03-117492-20090430-001
  • 11-117492-20240403-002

6

52

0

Caso Clínico 12

  • 33-2330280-20230626-001
  • 33-2330280-20240315-002

4

74

0



  • Rua Dr. Manuel Campos Pinheiro, 51 Espadaneira - S. Martinho do Bispo
    3045-089 Coimbra, Portugal
    (+351) 239 802 700
    www.ccci.pt
    atlasrleye@ccci.pt

  • UPS 07/02.00 (Licença de Funcionamento) Certidão Registo E106499

    Imagiologia:LIC-103/2021 (Licença de Funcionamento)

  • Política de Privacidade

    Política de Cookies


Centro Cirúrgico de Coimbra. Todos os direitos reservados.