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TUMORES DA RETINA E COROIDE

Resultados 1-8 de 11
   
Hemangioma da Coroideia  
 

O hemangioma da coroideia é um hamartoma vascular que pode existir em duas formas distintas: do tipo difuso e do...

O hemangioma da coroideia é um hamartoma vascular que pode existir em duas formas distintas: do tipo difuso e do tipo circunscrito, que diferem clinica e histopatologicamente.

O tipo circunscrito identifica-se como uma lesão vermelha-alaranjada, ligeiramente elevada, em forma de cúpula, geralmente localizada no polo posterior.

Geralmente apresenta um crescimento lento no início de vida mas, no jovem adulto, podem desenvolver-se alterações atróficas no epitélio pigmentado da retina, degenerescência cistoide e descolamento da retina sensorial.

O hemangioma difuso da coroideia, que se estende a toda a coroideia, está frequentemente associado a um hemangioma facial (doença de Sturge-Weber).

Osteoma da Coroideia  
 

O osteoma da coroideia é um tumor benigno, unilateral ou bilateral, adquirido, que se apresenta como uma massa coroideia de...

O osteoma da coroideia é um tumor benigno, unilateral ou bilateral, adquirido, que se apresenta como uma massa coroideia de crescimento lento na região justapapilar.

Este tumor é geralmente encontrado em jovens mulheres, saudáveis, entre a 2ª e a 3ª década de vida.

A característica patológica do osteoma da coroideia é uma placa de osso maduro ao redor do disco ótico e atingindo toda a espessura da coroideia, geralmente poupando o epitélio pigmentado da retina.

Este tumor benigno pode causar perda de visão devido a uma localização subfoveal, descolamento seroso da retina e neovascularização da coroideia.

Melanoma da Úvea  
 

O melanoma da úvea é a neoplasia intraocular maligna primária mais frequente em adultos. Estes tumores são geralmente unilaterais e...

O melanoma da úvea é a neoplasia intraocular maligna primária mais frequente em adultos. Estes tumores são geralmente unilaterais e detetados entre os 55 e 60 anos de idade.

O melanoma da coroideia é um tumor sólido, com uma cor que varia entre a castanha escura e a dourada. O primeiro sinal patognomónico é o aparecimento de manchas alaranjadas no epitélio pigmentado devido à acumulação de lipofuscina. Em cerca de 20% dos casos o tumor rompe a membrana de Bruch e o epitélio pigmentado da retina, crescendo através da retina e assumindo uma forma de cogumelo. Está, por isso, frequentemente associado a descolamento da retina e a edema subretiniano. Os doentes inicialmente são assintomáticos, mas podem apresentar visão turva, defeitos no campo visual, flashs e floaters. A maioria dos doentes com melanoma da coroide é tratada com radioterapia localizada, estando a enucleação indicada em casos avançados.

O melanoma do corpo ciliar é outro subtipo de melanoma da úvea. Os doentes podem manifestar dor ocular intensa secundária a pressão intraocular elevada, devido a um glaucoma agudo de ângulo fechado. O crescimento do melanoma para o cristalino pode provocar subluxação, astigmatismo lenticular ou catarata.

O melanoma da íris representa uma pequena percentagem de todos os melanomas da úvea e podem ser circunscritos ou difusos. Os melanomas circunscritos têm uma forma nodular e são mais comuns na íris inferior. Os melanomas difusos causam heterocromia adquirida e estão associados a glaucoma.

Metastases da Coroideia  
 

As metástases da coroideia costumam desenvolver-se tardiamente na doença oncológica e são mais comuns em doentes com metástases hepáticas ou...

As metástases da coroideia costumam desenvolver-se tardiamente na doença oncológica e são mais comuns em doentes com metástases hepáticas ou cerebrais. O cancro da mama é o que mais metastisa para a coroideia.

As metástases da coroideia são tipicamente de cor amarela e estão associados à presença de líquido subretiniano. Estão geralmente localizados entre a mácula e o equador.

Os sintomas incluem visão desfocada, flashs, floaters e dor.

A ultrassonografia pode ser muito útil no diagnóstico. O modo A normalmente mostra uma moderada a alta refletividade interna. O modo B pode identificar uma massa da coroideia e um descolamento secundário da retina.

Linfoma Intraocular  
 

O espectro dos tumores linfóides intraoculares abrange desde as hiperplasias linfoides reativas a vários tipos de linfomas malignos.

O linfoma...

O espectro dos tumores linfóides intraoculares abrange desde as hiperplasias linfoides reativas a vários tipos de linfomas malignos.

O linfoma intraocular é geralmente um linfoma de células B, não-Hodgkin, do olho e do SNC.

As características oculares incluem grandes aglomerados de células no vítreo e, no exame de fundo, lesões multifocais infiltrativas, grandes, amarelas, sub-retinianas e sub-EPR.

Os doentes com linfoma intraocular podem ser classificados em vários subgrupos: linfoma não-Hodking do sistema nervoso central, linfoma não-Hodking sistémico, síndroma de imunodeficiência adquirida e outras formas raras de linfoma sistémico.

DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL do linfoma intraocular/SNC

Infiltrados Subretinianos e Sub-EPR:

  • Epiteliopatia pigmentar placóide multifocal posterioraguda
  • Melanoma amelanótico da coroideia
  • Proliferação melanocítica bilateral difusa (BDUMP)
  • Retinocoroidopatia de birdshot
  • Granuloma da coroideia (ex. sarcoidose, tuberculose)
  • Metástase coroideia
  • Neurorretinite unilateral difusa subaguda
  • Fundus flavimaculatus
  • Coroidite multifocal
  • Síndroma de manchas brancas evanescentes
  • Coroidite pneumocística
  • Oftalmia simpática
  • Síndroma de Vogt-Koyanagi-Harada

Infiltrados Retinianos e Vasculares Retinianos:

  • Retinocoroidite fúngica
  • Periflebite da retina (ex. sarcoidose, toxoplasmose)
  • Oclusão vascular da retina
  • Vasculite da retina (“frost branched angeiitis” doença de Behçet)
  • Toxoplasmose
  • Retinite virusal (ex. necrose aguda da retina, retinite por citomegalovírus)

Vítreo:

  • Amiloidose
  • Uveíte posterior e intermédia
  • Hemorragia antiga do vítreo
  • Vitrite senil

Nervo ótico:

  • Doença infiltrativa (ex. leucemia, metástase, granuloma)
  • Edema do disco ótico
Retinocitoma  
 

O retinocitoma é um tumor da retina raro, benigno, parecido com o retinoblastoma. Como os retinoblastomas, os retinocitomas resultam de...

O retinocitoma é um tumor da retina raro, benigno, parecido com o retinoblastoma. Como os retinoblastomas, os retinocitomas resultam de uma mutação no gene RB1.

O retinocitoma deve ser diferenciado do classicamente descrito retinoblastoma que regride, que ocorre em olho com phthisis, e que consiste em restos de células tumorais necróticas incorporados dentro de uma matriz calcificada de material basofílico. Tem uma aparência de “carne de peixe”, contem abundantes calcificações com um aspeto semelhante ao do “queijo fresco”, e é rodeado por um anel de despigmentação do epitélio pigmentado da retina.

Este tumor pode manifestar-se como um retinoblastoma que regrediu espontaneamente, pode ser consequente a um retinoblastoma tratado, ou pode ser observado em tumores não tratados.

Nevus da Coroideia  
 

O nevus da coroideia é um tumor benigno que se apresenta como uma lesão escura cinzenta-acastanhada, plana, encontrada mais frequentemente...

O nevus da coroideia é um tumor benigno que se apresenta como uma lesão escura cinzenta-acastanhada, plana, encontrada mais frequentemente na região pós-equatorial, muitas vezes com drusen sobrepostos e um anel amarelo à volta da base (halo).

Podem observar-se nevus múltiplos em doentes com neurofibromatose.

O nevus pode crescer durante a puberdade mas, em adultos, o seu crescimento deve ser vigiado. A probabilidade de um nevus se transformar num melanoma é extremamente baixa (1/20000). Se apresentar líquido subretiniano ou pigmento laranja sugere uma massa ativa, podendo pode ser um sinal precoce da transformação numa lesão maligna.

Hipertrofia Congénita do Epitélio Pigmentado da Retina  
 

A hipertrofia congénita do epitélio pigmentado da retina (CHRPE) é uma lesão benigna rara do fundo ocular, geralmente assintomática e...

A hipertrofia congénita do epitélio pigmentado da retina (CHRPE) é uma lesão benigna rara do fundo ocular, geralmente assintomática e detetada num exame oftalmológico de rotina.

A CHRPE resulta de uma proliferação das células do epitélio pigmentado e é uma lesão bem definida, plana ou ligeiramente saliente, redonda, solitária, de cor escura e com bordos recortados. Em doentes idosos pode ter focos de despigmentação.

Não é necessário nenhum tratamento mas, se a lesão aumentar em diâmetro ou tiver um aspeto de um nódulo saliente, pode tratar-se de um adenoma ou adenocarcinoma.

A CHRPE pode estar presente no contexto de uma polipose adenomatosa familiar (síndroma de Gardner), embora neste caso seja bilateral e com pequenas lesões ovoides multifocais.

Na angiografia fluoresceínica as lesões têm uma hipofluorescência acentuada em todas as fases.

Diagnóstico Diferencial

  • Adenoma ou adenocarcinoma do epitélio pigmentado da retina
  • Gliose maciça da retina
  • Nevus melanótico da coroideia ou melanoma
  • Hiperplasia reativa do epitélio pigmentado da retina
  • Síndroma de proliferação melanocítica uveal difusa bilateral (BDUMP) associada a carcinoma sistémico