{"id":103300,"date":"2024-03-09T19:01:17","date_gmt":"2024-03-09T19:01:17","guid":{"rendered":"https:\/\/www.atlasrleye.com\/2024\/03\/09\/a-alergia-ocular-explicada\/"},"modified":"2024-03-12T00:23:10","modified_gmt":"2024-03-12T00:23:10","slug":"a-alergia-ocular-explicada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.atlasrleye.com\/fr\/2024\/03\/09\/a-alergia-ocular-explicada\/","title":{"rendered":"A alergia ocular explicada"},"content":{"rendered":"\r\n<h6 class=\"wp-block-heading\"><em>\u00c9 frequente e tem uma causa al\u00e9rgica, diferente de todas as outras conjuntivites e, por isso mesmo n\u00e3o \u00e9 contagiosa. Explicamos o que \u00e9 uma alergia ocular, quais os sintomas, o que a provoca e como a tratar.<\/em><\/h6>\r\n\r\n<p><!-- \/wp:post-content --><br \/><!-- \/wp:paragraph --><\/p>\r\n<p><!-- wp:paragraph --><\/p>\r\n<p>A doen\u00e7a al\u00e9rgica ocular \u00e9 muito frequente, estimando-se que atinja entre 15 a 20% da popula\u00e7\u00e3o mundial. Na realidade, cerca de 90% das doen\u00e7as al\u00e9rgicas observadas por um imunoalergologista t\u00eam um componente ocular associado, e cerca de 93% dos casos de rinite al\u00e9rgica (febre dos fenos) t\u00eam sintomas oculares.<\/p>\r\n<p><!-- \/wp:paragraph --><\/p>\r\n<p><!-- wp:paragraph --><\/p>\r\n<p>A alergia ocular \u00e9 uma doen\u00e7a inflamat\u00f3ria da superf\u00edcie ocular externa, frequentemente recorrente, evoluindo por crises, com sinais e sintomas bilaterais, embora muitas vezes assim\u00e9tricos. O principal sintoma \u00e9 o prurido ocular, podendo mesmo afirmar-se que \u201cprurido ocular \u00e9 sin\u00f3nimo de alergia\u201d e que \u201cn\u00e3o h\u00e1 conjuntivite al\u00e9rgica sem prurido\u201d. Outros sintomas associados podem ser o lacrimejo, o ardor ocular, e a fotofobia.<\/p>\r\n<p><!-- \/wp:paragraph --><\/p>\r\n<p><!-- wp:paragraph --><\/p>\r\n<p>Nem sempre a conjuntivite al\u00e9rgica d\u00e1 um quadro de olho vermelho evidente, pois muitas vezes a hiper\u00e9mia \u00e9 discreta. Pode existir edema palpebral e da conjuntiva (quemose), sobretudo nas formas agudas e secre\u00e7\u00f5es de tipo filamentoso. \u00c9, no entanto, caracter\u00edstica a observa\u00e7\u00e3o de papilas na conjuntiva palpebral, sobretudo na p\u00e1lpebra superior, consistindo em pequenas eleva\u00e7\u00f5es avermelhadas e que cont\u00eam c\u00e9lulas associadas \u00e0 rea\u00e7\u00e3o al\u00e9rgica.<\/p>\r\n<p><!-- \/wp:paragraph --><\/p>\r\n<p><!-- wp:paragraph --><\/p>\r\n<p>Existem v\u00e1rias formas cl\u00ednicas de alergia ocular.<\/p>\r\n<p><!-- \/wp:paragraph --><\/p>\r\n<p><!-- wp:paragraph --><\/p>\r\n<p><strong>Conjuntivite al\u00e9rgica sazonal<\/strong><\/p>\r\n<p><!-- \/wp:paragraph --><\/p>\r\n<p><!-- wp:paragraph --><\/p>\r\n<p>A conjuntivite al\u00e9rgica sazonal (febre dos fenos) \u00e9 a forma mais frequente de alergia ocular, correspondendo a cerca de 50% dos casos. Antes chamada de primaveril, pois as crises ocorrem mais na primavera, mas podendo ocorrer tamb\u00e9m no outono, ou em ambas as esta\u00e7\u00f5es. Os al\u00e9rgenos implicados s\u00e3o os p\u00f3lenes (gram\u00edneas, pariet\u00e1ria, oliveira). O prurido ocular \u00e9 o sintoma mais frequente, seguido do lacrimejo e ardor, sendo muitas vezes acompanhada por sintomas nasais de rinite (rinoconjuntivite al\u00e9rgica).<\/p>\r\n<p><!-- \/wp:paragraph --><\/p>\r\n<p><!-- wp:paragraph --><\/p>\r\n<p><strong>Conjuntivite al\u00e9rgica perene<\/strong><\/p>\r\n<p><!-- \/wp:paragraph --><\/p>\r\n<p><!-- wp:paragraph --><\/p>\r\n<p>Ocorre durante todo o ano, embora com per\u00edodos de agravamento. Os al\u00e9rgenos implicados s\u00e3o os epit\u00e9lios e pelos de animais (gato e c\u00e3o), \u00e1caros do p\u00f3 da casa, fungos e tamb\u00e9m os p\u00f3lenes.<\/p>\r\n<p><!-- \/wp:paragraph --><\/p>\r\n<p><!-- wp:paragraph --><\/p>\r\n<p><strong>Conjuntivite at\u00f3pica ou vernal<\/strong><\/p>\r\n<p><!-- \/wp:paragraph --><\/p>\r\n<p><!-- wp:paragraph --><\/p>\r\n<p>\u00c9 uma forma rara, mas grave, de conjuntivite al\u00e9rgica em crian\u00e7as e adolescentes, mais frequente no sexo masculino. \u00c9 tipicamente sazonal (primavera at\u00e9 ao fim do ver\u00e3o) em crian\u00e7as que t\u00eam uma hist\u00f3ria pessoal e familiar de atopia (predisposi\u00e7\u00e3o para doen\u00e7as al\u00e9rgicas), frequentemente com eczema at\u00f3pico, asma, rinite, alergias alimentares ou outras doen\u00e7as al\u00e9rgicas (em 75% dos casos). Muitas vezes n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel identificar um al\u00e9rgeno predominante, embora os p\u00f3lenes possam exacerbar a doen\u00e7a. O primeiro sintoma \u00e9 o intenso prurido, seguido de fotofobia, ardor, sensa\u00e7\u00e3o de corpo estranho e vis\u00e3o turva. Na conjuntiva palpebral superior observam-se as t\u00edpicas papilas gigantes (em pedra de cal\u00e7ada), muitas vezes com n\u00f3dulos gelatinosos de Trantas \u00e0 volta da c\u00f3rnea. O prurido intenso, que motiva um co\u00e7ar violento dos olhos por parte da crian\u00e7a, pode causar complica\u00e7\u00f5es como \u00falceras de c\u00f3rnea e deforma\u00e7\u00f5es corneanas (queratocone). Geralmente estas formas melhoram ap\u00f3s a puberdade.<\/p>\r\n<p><!-- \/wp:paragraph --><\/p>\r\n<p><!-- wp:paragraph --><\/p>\r\n<p><strong>Queratoconjuntivite superior l\u00edmbica<\/strong><\/p>\r\n<p><!-- \/wp:paragraph --><\/p>\r\n<p><!-- wp:paragraph --><\/p>\r\n<p>Surge no contexto de alergia \/ intoler\u00e2ncia a lentes de contacto ou aos seus produtos de limpeza e conservantes. H\u00e1 uma rea\u00e7\u00e3o papilar na p\u00e1lpebra superior, com papilas gigantes (com ou sem queratopatia) e o doente refere desconforto quando coloca as lentes de contacto. Pensa-se que a ader\u00eancia de al\u00e9rgenos ambientais, na superf\u00edcie da lente de contacto, origine uma sensibiliza\u00e7\u00e3o da conjuntiva durante o pestanejo.<\/p>\r\n<p><!-- \/wp:paragraph --><\/p>\r\n<p><!-- wp:paragraph --><\/p>\r\n<p><strong>Blefaroconjuntivite de contacto<\/strong><\/p>\r\n<p><!-- \/wp:paragraph --><\/p>\r\n<p><!-- wp:paragraph --><\/p>\r\n<p>\u00c9 uma forma de alergia ocular por hipersensibilidade de contacto a f\u00e1rmacos, conservantes ou cosm\u00e9ticos. V\u00e1rios f\u00e1rmacos podem induzir esta forma de alergia: anest\u00e9sicos, atropina, gentamicina, neomicina, tobramicina, antiv\u00edricos, pilocarpina, timolol. Os conservantes utilizados nos col\u00edrios (cloreto de benzalc\u00f3nio, clorobutanol, clorhexidina e outros) podem igualmente induzir esta forma de alergia ocular. As p\u00e1lpebras s\u00e3o particularmente predispostas a dermatite de contacto al\u00e9rgica ou irritativa. A transfer\u00eancia acidental \u201cm\u00e3o-p\u00e1lpebras\u201d de produtos qu\u00edmicos (conservantes, cosm\u00e9ticos, produtos de cabeleireiro, vernizes das unhas, shampoos, sprays, tintas, n\u00edquel) \u00e9 frequente. A diferen\u00e7a entre uma verdadeira rea\u00e7\u00e3o al\u00e9rgica ou t\u00f3xica pode ser dif\u00edcil, porque alguns f\u00e1rmacos e qu\u00edmicos podem induzir ambas as re\u00e7\u00f5es, por mecanismos dependentes da concentra\u00e7\u00e3o.<\/p>\r\n<p><!-- \/wp:paragraph --><\/p>\r\n<p><!-- wp:paragraph --><\/p>\r\n<p><strong>Tratamento<\/strong><\/p>\r\n<p><!-- \/wp:paragraph --><\/p>\r\n<p><!-- wp:paragraph --><\/p>\r\n<p>Embora a grande maioria das conjuntivites al\u00e9rgicas n\u00e3o seja grave (exceto a at\u00f3pica em crian\u00e7as), s\u00e3o, no entanto, muito incomodativas O tratamento da alergia ocular tem duas vertentes, uma n\u00e3o farmacol\u00f3gica e outra farmacol\u00f3gica. Na primeira, a evic\u00e7\u00e3o do al\u00e9rgeno seria o tratamento ideal, mas nem sempre poss\u00edvel. \u00c9 f\u00e1cil evitar os epit\u00e9lios e pelos de animais e o uso de ar condicionado. Mais dif\u00edcil \u00e9 evitar as atividades no exterior, durante os per\u00edodos de poliniza\u00e7\u00e3o, ou evitar os \u00e1caros do p\u00f3 da casa.<\/p>\r\n<p><!-- \/wp:paragraph --><\/p>\r\n<p><!-- wp:paragraph --><\/p>\r\n<p>No entanto, algumas medidas simples podem melhorar os sintomas. A aplica\u00e7\u00e3o de compressas frias por cima das p\u00e1lpebras pode melhorar o prurido, j\u00e1 que a liberta\u00e7\u00e3o de histamina depende da temperatura. Ao baixarmos a temperatura na conjuntiva, diminu\u00edmos a liberta\u00e7\u00e3o de histamina e consequentemente o prurido. A aplica\u00e7\u00e3o de l\u00e1grimas artificiais \u00e9 outra medida simples, ao arrastar para a superf\u00edcie os al\u00e9rgenos pre- sentes na conjuntiva, diminuindo a rea\u00e7\u00e3o al\u00e9rgica.<\/p>\r\n<p><!-- \/wp:paragraph --><\/p>\r\n<p><!-- wp:paragraph --><\/p>\r\n<p>Hoje temos f\u00e1rmacos extremamente eficazes e seguros para o tratamento da alergia ocular. Os mais indicados s\u00e3o os chamados agentes de a\u00e7\u00e3o m\u00faltipla (anti-histam\u00ednicos e estabilizadores da membrana dos mast\u00f3citos \u2013 preventivos de crises) como a olopatadina e o quetotifeno. T\u00eam um in\u00edcio r\u00e1pido, longa dura\u00e7\u00e3o (12 horas) e proporcionam um controlo sintom\u00e1tico prolongado. S\u00e3o bem tolerados e seguros, podendo ser utilizados em crian\u00e7as. Est\u00e3o indicados em todas as formas cl\u00ednicas de alergia ocular e podem ser utilizados durante per\u00edodos de tempo prolongados.<\/p>\r\n<p><!-- \/wp:paragraph --><br \/><!-- \/wp:paragraph --><\/p>\r\n<p><!-- wp:paragraph --><\/p>\r\n<p><!-- \/wp:paragraph --><\/p>\r\n<p>Rui Proen\u00e7a<\/p>\r\n<p><!-- \/wp:paragraph -->(M\u00e9dico Oftalmologista)<\/p>\r\n<p><!-- \/wp:paragraph --><\/p>\r\n<p><!-- wp:paragraph --><\/p>\r\n<p>Saiba mais em: <a href=\"https:\/\/ccci.pt\/a-alergia-ocular-explicada\/\">https:\/\/ccci.pt\/a-alergia-ocular-explicada\/<\/a><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 frequente e tem uma causa al\u00e9rgica, diferente de todas as outras conjuntivites e, por isso mesmo n\u00e3o \u00e9 contagiosa. 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