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Casos clínicos
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DOENÇAS INFLAMATÓRIAS CORIORRETINIANAS - Causas infecciosas

Resultados 1-8 de 8
   
Tuberculose Ocular  
 

A tuberculose ocular é uma infeção causada pela Mycobacterium tuberculosis. Manifesta-se como uma infeção primária transmitida por via hematogénica. Cerca...

A tuberculose ocular é uma infeção causada pela Mycobacterium tuberculosis. Manifesta-se como uma infeção primária transmitida por via hematogénica. Cerca de 1-2 % dos casos são resultantes de tuberculose sistémica. Pode ser unilateral ou bilateral e aparece em todas as faixas etárias.

A tuberculose pode afetar qualquer estrutura do olho e, geralmente, apresenta-se como um processo granulomatoso, com granulomas multifocais múltiplos.

Manifesta-se clinicamente como uma uveíte de apresentação variada, como iridociclite, coroidite focal ou multifocal, e pan-periflebite. Também pode observar-se uma retinite exsudativa com dilatação venosa, hemorragias e numerosos exsudatos superficiais brancos e amarelos. A coroidite difusa (a presença de tubérculos branco-amarelados com um diâmetro de 1/6 a ½ do diâmetro da papila na coroideia) é rara.

A sintomatologia é mais frequentemente observada durante a reativação de lesões latentes do que durante a infeção inicial.

A coroidite tubercular na forma serpiginosa afeta geralmente doentes jovens e de meia-idade.

A apresentação mais frequente é o aparecimento de lesões multifocais de coroidite, no polo posterior e periferia, que se estendem centrifugamente e mais tarde coalescem num padrão serpiginoso. As lesões ativas são brancas-amareladas, hipofluorescentes na fase inicial da angiografia fluoresceínica e hiperfluorescentes na fase tardia.

Toxocaríase Ocular  
 

A Toxocaríase é uma doença infeciosa parasitária causada pela larva do nemátodo Toxocara canis e Toxocara cati, que são vermes...

A Toxocaríase é uma doença infeciosa parasitária causada pela larva do nemátodo Toxocara canis e Toxocara cati, que são vermes que habitam nos intestinos dos hospedeiros. Os humanos são hospedeiros acidentais, nos quais a infeção anómala ocorre porque os parasitas não completam a sua maturação. Esta infeção é cosmopolita.

O modo usual de infeção é a ingestão, através das mãos, de solo contaminado ou de alimentos crus. As crianças que têm um estreito contato com cães (cachorros) têm um grande risco de infeção.

A doença é tipicamente unilateral e a maior parte das vezes observada em crianças. No entanto, têm sido relatados alguns casos em adultos. Os sintomas incluem diminuição da acuidade visual, mas a manifestação clínica inicial pode ser estrabismo ou leucocória.

Existem três formas principais de toxocaríase ocular:

  • Granuloma periférico
  • Granuloma do polo posterior
  • Endoftalmite crónica

O granuloma é geralmente branco-amarelado, com um tamanho de cerca de 1 a 2 diâmetros disco, onde a larva está encistada. Um achado comum é uma prega radial da retina, que se estende desde o granuloma até ao disco ótico. A vitrite pode ser moderada a grave e os doentes podem apresentar-se com hipópion.

As complicações incluem heterotopias maculares, membranas epirretinianas, descolamento tracional da retina, descolamento do corpo ciliar com hipotonia, catarata, glaucoma secundário e pthisis bulbi.

O diagnóstico é baseado no quadro clínico e na confirmação serológica de anticorpos IgG e IgM específicos usando o método ELISA. Outros métodos são a deteção de IgG específica anti-toxocara por Western-blot, a IgE específica e a análise de líquidos intraoculares por PCR. Os doentes com a larva migrans visceral têm leucocitose e hipereosinofilia, que estão ausentes nos doentes com toxocaríase ocular.

Diagnóstico Diferencial

  • Doenças que causam leucocória:
  • Retinoblastoma
  • Doença de Coats
  • Retinopatia do prematuro
  • Persistência da vascularização fetal
  • Vitreorretinopatia exsudativa familiar
  • Toxoplasmose
  • Pars planitis
  • Endoftalmite endógena
Toxoplasmose Ocular  
 

A toxoplasmose é uma causa frequente de inflamação intraocular e de uveíte posterior em doentes imunocompetentes.

Afeta predominantemente crianças e...

A toxoplasmose é uma causa frequente de inflamação intraocular e de uveíte posterior em doentes imunocompetentes.

Afeta predominantemente crianças e jovens (25-45 anos de idade) e é caracterizada por recorrências que podem conduzir a uma significativa perda de visão.

Na toxoplasmose congénita, o envolvimento da retina é caracterizado pela presença de uma cicatriz grande, escavada e atrófica na mácula ou noutro local da retina.

A forma adquirida é caracterizada pela presença de uma retinite focal necrotizante com envolvimento das camadas internas da retina e vitrite sobrejacente.

Diagnóstico Diferencial

  • Necrose aguda da retina
  • Endoftalmite
  • Corpo estranho
  • Uveíte heterocrómica de Fuchs
  • Uveíte anterior granulomatosa
  • Uveíte não-granulomatosa
  • Manifestações oculares de infeção HIV
  • Manifestações oculares da sífilis
  • Retinite
  • Sarcoidose
  • Tuberculose
  • Glaucoma uveítico
Manifestações Oculares da Sífilis  
 

A sífilis é uma doença infeciosa causada pela espiroqueta Treponema pallidum. Esta doença pode ser classificada nas formas primária, secundária...

A sífilis é uma doença infeciosa causada pela espiroqueta Treponema pallidum. Esta doença pode ser classificada nas formas primária, secundária e terciária. As manifestações oculares podem ocorrer em qualquer destas formas, embora o envolvimento do segmento anterior seja mais frequente na sífilis secundária e terciária.

As manifestações oculares da sífilis incluem queratite intersticial, episclerite, esclerite, irite, coriorretinite, nevrite ótica, neurorretinite, vasculite retiniana e, muitas vezes, descolamento exsudativo da retina. A uveíte anterior é unilateral em 65 % dos casos, e mostra nódulos rosados na íris.

As características do fundo ocular são as lesões coriorretinianas placóides, amarelas, geralmente localizadas no polo posterior.

Manifestações Oculares da Doença de Measles  
 

O sarampo é causado por um paramyxovírus que é altamente contagioso e é tipicamente contraído na infância. As complicações mais...

O sarampo é causado por um paramyxovírus que é altamente contagioso e é tipicamente contraído na infância. As complicações mais graves incluem opacificação da córnea e amaurose, encefalite, diarreia grave e com consequente desidratação, infeções do ouvido e pneumonia.

As manifestações oculares mais comuns da infeção do sarampo adquirido são a queratite autolimitada ou conjuntivite, nas fases iniciais da infeção, embora também possa ocorrer uma retinopatia. Durante as fases agudas do envolvimento da retina, o fundo pode apresentar vasos atenuados, edema do disco ótico, pequenas hemorragias e lesões estelares maculares. Os achados da retina incluem edema macular, anomalias no epitélio pigmentar, coroidite, infiltrados retinianos esbranquiçados, descolamentos serosos maculares, áreas de despigmentação da retina e nevrite ótica.

As infeções congénitas também podem ocorrer e as suas manifestações oculares incluem catarata e retinopatia pigmentar.

O sarampo e a deficiência em vitamina A, em simultâneo, são a maior causa de cegueira nas crianças, em áreas do mundo onde o sarampo é comum.

Diagnóstico Diferencial:

  • Coriorretinopatia serosa central
  • Retinopatia pigmentar
  • Retinicoroidite toxoplásmica
  • Doença de Vogt-Koyanagi-Harada
Doença de Lyme  
 

A doença de Lyme é uma infeção sistémica causada por Borrelia Burgdorferi e transmitida pela mordedura de uma carraça. O...

A doença de Lyme é uma infeção sistémica causada por Borrelia Burgdorferi e transmitida pela mordedura de uma carraça. O diagnóstico é baseado nos achados clínicos e no estudo serológico.

A doença apresenta três fases: fase I, caracterizada por eritema crónico migrans; fase II, pelo envolvimento neurológico; e a fase III é caracterizada por síndromas neurológicas crónicas.

As manifestações oculares da doença de Lyme podem envolver qualquer parte do olho e variam dependendo da fase da doença não tratada. Na fase inicial, o doente pode apresentar conjuntivite e fotofobia. Na fase intermédia, pode existir visão nublada secundária a edema do disco, atrofia ótica, papilite ou nevrite ótica retrobulbar. A fase tardia pode incluir irite, queratite, vitrite, coroidite multifocal, uveíte posterior ou intermédia e nevrite óptica.

Neurorretinite Difusa Subaguda Unilateral  
 

A neurorretinite difusa subaguda unilateral (DUSN) é uma doença rara causada por um nemátodo móvel no espaço subretiniano (Baylisascaris procyonis,...

A neurorretinite difusa subaguda unilateral (DUSN) é uma doença rara causada por um nemátodo móvel no espaço subretiniano (Baylisascaris procyonis, Ancylostoma caninum ou outro) que ocorre geralmente em crianças e jovens adultos saudáveis. O quadro clínico apresenta alterações pigmentares difusas, indolentes e unilaterais com lesões branco-acinzentadas na retina externa que reflectem o movimento do nemátodo subretiniano.

As alterações inflamatórias locais podem estar relacionadas com o efeito tóxico ou reacção imunológica aos produtos de excreção da larva ou à libertação de toxinas solúveis desconhecidas.

Na fase aguda, os doentes apresentam geralmente diminuição da acuidade visual, vitrite, papilite e grupos de lesões na retina externa. Numa fase mais avançada, podem-se observar alterações progressivas e lentas do EPR e atrofia óptica, bem como estreitamento dos vasos da retina.

A perda de acuidade visual não progride após a morte do nemátodo.

Diagnóstico Diferencial:

  • Papiledema
  • Toxoplasmose
  • Síndroma de histoplasmose ocular presumida
  • Síndroma das manchas brancas evanescentes múltiplas
  • Sarcoidose
Necrose Progressiva da Retina Externa  
 

A necrose progressiva da retina externa (PORN) é uma variante clínica da retinite necrotizante herpética em doentes imunodeprimidos (< 50...

A necrose progressiva da retina externa (PORN) é uma variante clínica da retinite necrotizante herpética em doentes imunodeprimidos (< 50 cél. CD4). É caracterizada por lesões profundas, multifocais e irregulares da retina que começam geralmente no polo posterior ou na periferia, e rapidamente se estendem a toda a retina. Os doentes com PORN apresentam uma rápida progressão da doença com mínima inflamação da câmara anterior, sem vitrite ou vasculite retiniana, o que permite distingui-la da necrose retiniana aguda. O nervo óptico pode estar envolvido observando-se papilite ou neurorretinite.

Apesar da terapia agressiva com antivirais, o prognóstico é mau. A progressão e/ou recorrência da doença é comum, e a maioria dos doentes perde a perceção da luz. O descolamento total da retina é frequente.

Os sintomas clínicos incluem diminuição unilateral ou bilateral da visão, “floaters” e constrição dos campos visuais. Não apresentam queixas de dor ocular.

Diagnóstico Diferencial:

  • Retinopatia por citomegalovírus
  • Necrose retiniana aguda (ARN)