Actualização do browser
  • Está a usar uma versão do browser antiga, por favor actualize-o. Para mais informações visite Optimization and compatibility para mais informações.

Pesquisar



Casos clínicos
Faixa etária (intervalo) -
Nº Instantes (intervalo) -
Tipo de exame
 

DOENÇAS VASCULARES DA RETINA

Resultados 1-8 de 11
   
Manchas Algodoadas  
 

Uma mancha algodoada é uma lesão branca, na superfície da retina, que geralmente ocupa uma área menor que ¼ do...

Uma mancha algodoada é uma lesão branca, na superfície da retina, que geralmente ocupa uma área menor que ¼ do disco ótico.

Estas lesões correspondem a áreas focais de não-perfusão dos capilares retinianos, resultando numa interrupção isquémica do transporte axonal na camada de fibras nervosas da retina.

Anomalias Associadas com Manchas Algodoadas no Fundo Ocular:

  • Síndroma de imunodeficiência adquirida
  • Anemia aguda
  • Pancreatite aguda
  • Síndroma do arco aórtico
  • Doença valvular cardíaca
  • Aterosclerose carotídea
  • Oclusão da veia central e de ramo da retina
  • Doenças vasculares do colagénio
  • Retinopatia diabética
  • Disproteinémias
  • Abuso de drogas intravenosas
  • Leptospirose
  • Leucemia
  • Carcinoma metastático
  • Oncocercose
  • Edema do disco ótico
  • Papilite
  • Oclusão de ramo da artéria central da retina
  • Retinopatia da radiação
  • Retinopatia da “Rocky Mountain spotted fever”
  • Septicémia
  • Anemia grave
  • Hipertensão arterial sistémica
  • Administração sistémica interferão alfa
  • Traumatismo
Retinopatia Hipertensiva  
 

A retinopatia hipertensiva é caracterizada por uma alteração da vascularização da retina provocada por uma hipertensão arterial grave. A pressão...

A retinopatia hipertensiva é caracterizada por uma alteração da vascularização da retina provocada por uma hipertensão arterial grave. A pressão arterial elevada causa uma constrição focal e também generalizada das arteríolas da retina devido à autorregulação.

A elevação crónica da pressão arterial, e as alterações degenerativas da parede arteriolar, manifestam-se oftalmoscopicamente por: atenuação das arteríolas retinianas, alterações do reflexo arteriolar, e cruzamentos arteriovenosos. O aumento da permeabilidade vascular pode provocar depósitos lipídicos (exsudatos duros) e hemorragias em chama de vela. As alterações hemodinâmicas na hipertensão arterial podem originar oclusão vascular, isquemia focal e enfartes da camada de fibras nervosas (manchas algodoadas).

Uma elevação marcada e aguda da pressão arterial pode dar origem a uma coroidopatia hipertensiva. Podem ocorrer áreas de enfarte, aparecendo como lesões hiperpigmentadas com um halo de hiperpigmentação - manchas de Elschnig. Os enfartes da coroideia muitas vezes aparecem com uma configuração hiperpigmentada ao longo de um determinado meridiano - estrias de Siegrist.

A hipertensão maligna está associada a edema e hemorragias retinianas peripapilares.

Oclusão da Artéria Ciliorretiniana  
 

As artérias cíliorretinianas provêm das artérias ciliares curtas posteriores. Estão presentes em 30% de olhos normais e contribuem para a...

As artérias cíliorretinianas provêm das artérias ciliares curtas posteriores. Estão presentes em 30% de olhos normais e contribuem para a vascularização da mácula. Na angiografia fluoresceínica, a artéria cíliorretiniana é perfundida antes da artéria central da retina.

As artérias cíliorretinianas podem ficar obstruídas isoladamente, em associação com a oclusão da veia central da retina, ou no contexto da neuropatia óptica isquémica anterior.

A doença aterosclerótica da artéria carótida é frequentemente associada com a oclusão da artéria cíliorretiniana.

Oclusão de Ramo da Artéria Central da Retina  
 

A oclusão de ramo arterial retiniano (um dos ramos da artéria central da retina) provoca uma isquemia focal.

A isquemia...

A oclusão de ramo arterial retiniano (um dos ramos da artéria central da retina) provoca uma isquemia focal.

A isquemia das camadas internas origina edema intracelular que tem, à oftalmoscopia, uma aparência branco-acinzentada ao longo do comprimento da artéria afetada.

O local da obstrução é usualmente a bifurcação das artérias temporais da retina.

Este aspeto esbranquiçado da retina resolve em várias semanas e a acuidade visual pode melhorar.

Diagnóstico Diferencial

  • Oclusão de ramo da veia central da retina
  • Commotio retinae
  • Oclusão da artéria central da retina poupando a artéria cíliorretiniana
Oclusão de Ramo da Veia Central da Retina  
 

A oclusão de ramo da veia central da retina é caracterizada pela dilatação e tortuosidade da veia afetada, associada com...

A oclusão de ramo da veia central da retina é caracterizada pela dilatação e tortuosidade da veia afetada, associada com hemorragias retinianas, manchas algodoadas e edema da área drenada pela veia.

É geralmente causada por um trombo nos cruzamentos arteriovenosos, onde uma artéria espessada comprime a parede da veia subjacente.

As complicações da oclusão de ramo da veia que são mais comuns e potencialmente limitantes da visão, incluem o edema macular e a neovascularização da retina.

Diagnóstico Diferencial

  • Retinopatia diabética
  • Retinopatia hipertensiva
  • Leucemia
  • Síndroma de isquemia ocular
  • Edema do disco ótico
  • Anemia
  • Retinopatia por estase venosa 
Oclusão da Artéria Central da Retina  
 

A oclusão aguda da artéria central da retina provoca uma perda súbita da visão.

Na fase aguda, a retina no...

A oclusão aguda da artéria central da retina provoca uma perda súbita da visão.

Na fase aguda, a retina no polo posterior perde a sua transparência e adquire um aspeto esbranquiçado. Uma mancha de cor vermelho-cereja está presente na fovéola.

O processo fisiopatológico responsável pela oclusão da artéria central da retina pode incluir as seguintes situações:

  • Colapso circulatório
  • Aneurisma dissecante
  • Embolia
  • Hemorragia sob uma placa aterosclerótica
  • Necrose hipertensiva arterial
  • Trombose luminal
  • Espasmo
  • Vasculite

Anomalias sistémicas podem ser encontradas em 90 % dos doentes afetados:

  • Doença valvular cardíaca
  • Aterosclerose carotídea
  • Diabetes mellitus
  • Hipertensão arterial sistémica
Oclusão da Veia Central da Retina  
 

A oclusão da veia central da retina (CVO) é caracterizada por hemorragias retinianas difusas, em todos os quadrantes da retina,...

A oclusão da veia central da retina (CVO) é caracterizada por hemorragias retinianas difusas, em todos os quadrantes da retina, e veias da retina tortuosas.

A apresentação clínica pode variar desde algumas hemorragias dispersas, com algumas manchas algodoadas, a hemorragias retinianas extensas em toda a retina.

As duas maiores complicações associadas com CVO são o edema macular crónico e o glaucoma neovascular secundário à neovascularização da íris.

Glaucoma Neovascular  
 

O glaucoma neovascular (GNV) é um glaucoma secundário que pode causar perda completa de visão. O diagnóstico precoce é essencial,...

O glaucoma neovascular (GNV) é um glaucoma secundário que pode causar perda completa de visão. O diagnóstico precoce é essencial, assim como o tratamento da pressão intraocular elevada e da causa subjacente. É muitas vezes causada por uma retinopatia diabética, oclusão da veia central da retina, doença oclusiva da carótida ou uveíte anterior.

Numerosas doenças que originam isquemia retiniana e a subsequente libertação do fator de crescimento do endotélio vascular, que difunde no segmento anterior, causam o crescimento de novos vasos sanguíneos, inicialmente na margem da pupila e mais tarde ao longo da íris através do ângulo camerular. Esta situação leva à formação de membranas fibrovasculares que obstruem a malha trabecular, provocando um glaucoma secundário.

A fase inicial do glaucoma neovascular é caracterizada por pressão intraocular (PIO) elevada, proliferação de tecido fibrovascular sobre o ângulo, e neovascularização da íris seguida de neovascularização do ângulo. A fase avançada mostra uma PIO elevada ( ≥ 60 mmHg), acuidade visual reduzida, neovascularização da retina e/ou hemorragia.

O tratamento para o GNV é feito através de fotocoagulação panretiniana, mas pode ser necessária a cirurgia para baixar a pressão intraocular.