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DOENÇAS DA RETINA PERIFÉRICA

Resultados 1-7 de 7
   
Descolamento Regmatogénio da Retina  
 

O descolamento da retina é a separação da retina neurosensorial do epitélio pigmentado da retina. O descolamento regmatogénio é o...

O descolamento da retina é a separação da retina neurosensorial do epitélio pigmentado da retina. O descolamento regmatogénio é o tipo de descolamento mais frequente, provocado por uma rasgadura que permite o acesso do vítreo liquefeito ao espaço subretiniano.

O descolamento regmatogénio é geralmente precedido do descolamento do vítreo posterior causando fotópsias e floaters. Os sintomas após o descolamento incluem visão desfocada, metamorfopsias, defeitos no campo visual e/ou perda da visão central.

Os fatores que predispõem a esta doença incluem a alta miopia, afaquia, pseudoafaquia, antecedentes familiares e inflamação.

O exame com lâmpada de fenda revela células em suspensão na cavidade vítrea (sinal de Schaffer), conhecidas como “em pó de tabaco”. A hemorragia no vítreo pode ocorrer como resultado da rotura vascular no sítio da rasgadura. A pressão intraocular frequentemente baixa no olho afetado. A retina recentemente descolada tem um aspeto liso, convexo e com mobilidade. Se não for tratado, ocorre uma reação inflamatória, a vitreorretinopatia proliferativa, causando fibrose, formação de membranas e contração. A retina assume, progressivamente, uma configuração pregueada, dobrada, tensa e sem mobilidade. A vitreorretinopatia proliferativa piora o prognóstico.

O tratamento do descolamento regmatogénio é cirúrgico. A vitrectomia via pars plana é o procedimento mais comum. São identificadas todas as rasgaduras, a tração eliminada e a retina reaplicada. As rasgaduras são seladas com laser e a cavidade vítrea tamponado com gás ou silicone líquido.

O principal fator que determina o prognóstico final é o estado da região macular no momento da cirurgia. O prognóstico é substancialmente melhor se a área macular não se encontrar descolada no momento da cirurgia e quanto menor for o intervalo entre o descolamento e a cirurgia.

Descolamento Exsudativo da Retina  
 

O descolamento exsudativo da retina ocorre quando líquido passa para o espaço subretiniano, por lesão dos vasos da retina ou...

O descolamento exsudativo da retina ocorre quando líquido passa para o espaço subretiniano, por lesão dos vasos da retina ou do epitélio pigmentado da retina. Normalmente é causado por uma neoplasia ou por doenças inflamatórias mas qualquer doença que afete a permeabilidade vascular da coroideia pode potencialmente causar um descolamento exsudativo.

Os sintomas incluem diminuição da visão, defeitos nos campos visuais e, por vezes, dor e leucocória.

No descolamento exsudativo, a retina descolada tem uma textura lisa. O líquido subretiniano responde à força da gravidade e descola a área onde se acumula.

O tratamento é normalmente não cirúrgico.

O descolamento exsudativo da retina pode ser secundário a pré-eclâmpsia e normalmente resolve-se espontaneamente após a reabsorção do líquido subretiniano. No entanto, uma eclâmpsia grave pode causar uma perda permanente de visão devido a necrose do epitélio pigmentado da retina.

Descolamento da Coroideia  
 

O descolamento da coroideia apresenta-se como uma elevação da retina, lisa, bolhosa, de cor laranja-acastanhada, e que normalmente se estende...

O descolamento da coroideia apresenta-se como uma elevação da retina, lisa, bolhosa, de cor laranja-acastanhada, e que normalmente se estende em 360° na periferia, numa configuração lobular. A ora serrata é visível, sem depressão escleral.

O espaço supracoroideu é normalmente virtual porque a coroideia está em estreita justaposição à esclera. Quando se acumula líquido, o espaço torna-se real e a coroideia é deslocada da sua posição normal. A acumulação de líquido, de tipo seroso ou hemático, pode ocorrer muitas vezes dentro da coroideia por esta ser um tecido esponjoso.

Após a reabsorção do líquido, e como sequela, aparecem linhas de hipertrofia do epitélio pigmentado da retina, chamadas de linhas de Verhoff, que indicam os limites posteriores do descolamento da coroideia.

O descolamento da coroideia pode apresentar-se de duas formas: efusão coroideia e hemorragia da coroideia. Na efusão coroideia, o descolamento seroso envolve a transudação de soro para o espaço supracoroideu. Está associado com a hipotonia ocular aguda, situações pós-cirúrgicas, esclerite posterior, síndroma de Vogt-Koyanagi-Harada, traumatismo, tumores intraoculares e síndroma de efusão uveal. Na hemorragia da coroideia, a rotura de vasos da coroide causa uma hemorragia no espaço supracoroideu. Pode surgir espontaneamente (raro), como consequência de trauma ocular, ou durante e após a cirurgia ocular.

Rasgaduras da Retina  
 

As rasgaduras da retina são roturas na espessura total da retina. Quando há tração vitreorretiniana, no sítio da rasgadura, e...

As rasgaduras da retina são roturas na espessura total da retina. Quando há tração vitreorretiniana, no sítio da rasgadura, e há liquefação do vítreo, pode ocorrer um descolamento da retina.

As rasgaduras podem ser causadas por atrofia das camadas internas da retina, tração vitreomacular ou traumatismos. Podem classificadas de acordo com a sua configuração: em ferradura, rasgaduras gigantes, buracos operculados, diálise da retina e buracos atróficos da retina.

A rasgadura em ferradura tem uma configuração em U, com a convexidade apontada para o disco ótico, e é provocada pela tração vítrea exercida sobre o “flap”. Muitas vezes o vítreo permanece ligado a este “flap”. Quando a rasgadura excede os 90°, circunferencialmente, denominam-se rasgaduras gigantes. As rasgaduras são geralmente encontradas no quadrante temporal superior.

O buraco operculado é causado por tração vitreorretiniana que é geralmente forte e libertada durante a formação do buraco (o opérculo permanece ligado ao vítreo e solto da retina aplicada).

A diálise da retina é um conjunto de roturas lineares circunferenciais que ocorrem na margem anterior ou posterior da base vítrea.

O buraco macular atrófico é causado pela atrofia das camadas internas da retina e não está associado a tração vítrea.

A maioria das rasgaduras não causa descolamento da retina. No entanto, o tratamento deve ser adaptado para cada situação, ponderando os seus benefícios do tratamento e as suas potenciais complicações.

Pregas da Retina  
 

As pregas coriorretinianas resultam de forças de compressão na esclera que produzem pregas na coroideia interna, membrana de Bruch, epitélio...

As pregas coriorretinianas resultam de forças de compressão na esclera que produzem pregas na coroideia interna, membrana de Bruch, epitélio pigmentado da retina (EPR) e retina. Podem ser idiopáticas ou secundárias a tumores, hipotonia, inflamação (esclerite posterior, inflamação orbitária idiopática e doenças autoimunes), membranas neovasculares coroideias, edema da papila e endentação escleral.

Os doentes são geralmente assintomáticos ou podem ter metamorfopsias e diminuição da visão, se as pregas envolverem a fóvea.

As pregas aparecem como elevações claras alternadas com depressões escuras, geralmente no polo posterior, e podem ser curvilíneas, paralelas ou circulares. As pregas idiopáticas são habitualmente bilaterais e simétricas. A autofluorescência do fundo pode ser útil na deteção das pregas que resultam do alongamento e do adelgaçamento do EPR. Do mesmo modo, a angiografia fluoresceínica mostra faixas alternadas de hipo e hiperfluorescência.

A causa mais frequente das pregas coriorretinianas é a cicatrização disciforme na degenerescência macular relacionada com a idade.

Diagnóstico Diferencial

  • Pregas retinianas causadas por membranas epirretinianas
  • Descolamento regmatogénio da retina
  • Toxocaríase
  • Retinopatia da prematuridade
Degenerescência em Calçada  
 

A degenerescência “em calçada” (pavingstone) é caracterizada por áreas de atrofia da retina externa, periféricas, pequenas e discretas. Por vezes,...

A degenerescência “em calçada” (pavingstone) é caracterizada por áreas de atrofia da retina externa, periféricas, pequenas e discretas. Por vezes, as lesões podem coalescer numa banda de degenerescência ou podem ocorrer isoladamente. Está presente em 22-27% da população e 33% é bilateral.

Estas lesões são caracterizadas pela atrofia do EPR e das camadas externas da retina, atenuação ou ausência da coriocapilar e aderências entre as camadas neuroepiteliais remanescentes e a membrana de Bruch. Os grandes vasos da coróide podem ser visíveis nas lesões devido à ausência do EPR.

À oftalmoscopia são branco-amareladas e podem ser circundadas por um anel de EPR hipertrófico. São mais comuns nos quadrantes inferiores, anteriores ao equador.

Degenerescência Lattice  
 

A degenerescência lattice (paliçada) é uma doença atrófica da retina periférica caracterizada por áreas ovais ou lineares de fragilidade da...

A degenerescência lattice (paliçada) é uma doença atrófica da retina periférica caracterizada por áreas ovais ou lineares de fragilidade da retina. É bilateral em cerca de um terço ou metade dos doentes afetados. As margens das lesões em paliçada podem apresentar condensações vítreas e representar áreas de tração vitreorretiniana. Podem ocorrer rasgaduras retinianas resultantes do descolamento do vítreo posterior, exercendo tração nas áreas afetadas, aumentando o risco de descolamento de retina. É no entanto uma complicação rara da degenerescência.

As lesões podem ser isoladas ou multifocais, de dimensão variável e geralmente dispostas de modo concêntrico ou ligeiramente oblíquo em relação à ora serrata, na região equatorial infero-temporal.

Os doentes tipicamente não apresentam sintomas. O aparecimento de floaters, flashes e perda de visão periférica ou visão central pode resultar de uma rasgadura ou descolamento de retina. A maioria dos doentes apresenta lesões estáveis ou de progressão lenta.

A degenerescência lattice é mais frequente em olhos miópicos.

A degenerescência “em baba de caracol” é uma variante clínica da degenerescência em paliçada, é mais frequente em jovens míopes e é caracterizada por áreas periféricas alongadas de retina adelgaçada e de aspeto brilhante. Vários autores consideram-na uma fase inicial da degenerescência lattice. As lesões resultam da degenerescência da retina, com atrofia dos tecidos e depósitos lipídicos nas camadas internas, apresentando as mesmas complicações e protocolo clínico.

Diagnóstico Diferencial:

  • Retinoschisis
  • Buracos atróficos
  • Cicatrizes coriorretinianas
  • Hipertrofia congénita do epitélio pigmentado da retina
  • Buracos, rasgaduras e descolamentos de retina